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Silêncio da noite Part II



De seus olhos,
caiem a secura,
Da saudade eterna,
digna de uma fera.
Foram anos de espera.
Hoje dá-se a festa,
A festa que por tanto esperou,
que por tanto rezou.
Hoje olhando no espelho,
não me reconheço,
Perdi noites de sono,
Devido as insónias,
Perdi noites de sono,
há procura da minha história.
Ignorei a raiva,
Procurei por calma.
Porque vivi e usei a raiva
Como arte de medos.
E hoje encontro-me nesta selva...
Selva de sentimentos,
Selva de arrependimentos,
e agora nada posso mudar.
A noite é escura,
A raiva é cega,
e eu foi consumida pela raiva.
Fui sugada pelo medo,
transformei-a em segredo,
um segredo temido,
que hoje é a minha força.
Usei esse segredo temido,
Para destruir o meu inimigo.
Mas nada fiz,
Perdi os meus medos,
Ganhei uma nova arma
A calma...
Apaguei a sede de vingança
Com o sangue que escorria das feridas da minha alma.
Cresci, avancei,
E hoje sinto-me preparada para uma guerra silenciosa.

"No silêncio da noite" Part. I



No silêncio da noite,
Junto-me ao travesseiro,
Que é o meu maior mensageiro.
Quando a dor é mais forte que o coração,
Deito-me na minha inspiração,
Para que não seja atacada pela solidão.
A noite é traiçoeira,
A noite é traidora.
É no silêncio da noite,
Que saiem balas sem espírito,
É no silêncio da noite,
Que contrariam o infinito.
No ruído silencioso,
Escutam-se as vozes dos amantes do desconhecido,
A lavar a culpa com sangue do inimigo.
Despem o desespero,
Deixando nos céus o desejo eterno.
Lutei, camuflei,
Para que não fosse descoberta.
Desejei, mencionei,
Uma vingança eterna.
Senti, ressenti,
Mas não fui eu que permiti.
Coberta de lágrimas de sangue
De uma eterna dor.
Amor?!
Não sei...algo me perfurou
E me instigou,
Para uma árdua luta.
Duvidei da noite,
Quase perdi o meu amante.
Hoje não duvido mas desconfio,
Foram anos a fio,
De dor e vício.
Pensa em vingança,
Em consequência perdeu a esperança.
Esperou por mudanças,
Mas so levou bofetadas, e ganhou desgraças.
A vida sugou-lhe as alacridades,
E so lhe instigou para maldades.
Numa noite de tempestade,
Encontrou lágrimas de agua em seus olhos,
Por ter receio de ser afogada
Pelas lágrimas de amargura...
Doce e eterna vingança que permanece.
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