" Somos apenas ramos"


Não passamos de pequenos ramos,
Por vezes frágeis,
Por vezes inquebráveis.
Não passamos de pequenos ramos,
Porque quebramos por obra da natureza,
Ou então alguém nos quebra.
Se partirmos porque queremos,
Os mais belos sorrisos levamos.
Partimos perdidos,
Porque alguém encurtou-nos o destino,
E obrigou-nos a partir sem um adeus.
Numa noite estrelada olho para o céu,
Para escolher o meu cantinho,
Porque a morte é certa,
E um dia irei para lá de directa
Ou não.
Porquê que de um dia para outro,
Passamos a ser um pedaço de corpo sem dono?
Até a morte tem filosofia?
Eu vivo na ideologia,
Que a morte não vem por bem,
Apenas vem para terminar com aquele sorriso,
Com aquele amigo ou parente.
A alma se vai,
Por cada raiz que se extrai.
Perde-se o sentido,
Perde-se o nítido da realidade.
As vezes parece um sonho,
Parece que estamos no mato,
Sem manto,
Sem, ervas nem ramos,
Muito menos aqueles que amamos.
Só quero chorar,
Cada lágrima que deito,
Corre pelo meu leito,
Sinto-me a dissipar,
Quantas mais lágrimas deitar,
Mais sinto um vazio.
Sinto que deixei de existir.
Se realmente formos uma ramo,
Falta pouco para eu extinguir,
Porque me faltam lágrimas
Para alimentar,
Fluir, aumentar.
Mas de facto somos ramos.
Alguns crescem fortes e saudáveis,
E tornam-se eternos,
Outros Não crescem, não fluem
Nem são eternos.
Este é um destino que ninguém muda,
Se fizeres o certo serás eterno.

Colectânea de poemas, "Somos apenas ramos", Cryslove 17 De Agosto de 2010

"As portas batem"


As portas batiam,
As almas se confundiam.
Todos mudaram,
Foi pouco os que se conformaram.
As portas batem,
As lágrimas caiem.
Um silêncio se faz ou se fez
É uma dor que consome,
E anestesia,
Até parece magia.
Porque não a deixa sentir,
Nem exprimir,
As suas palavras saiem
Como se dardos fossem.
A toda hora sentia cansado, desgastado,
Sem ar, sem amor.
As emoções desapareceram,
As nódoas para sempre permaneceram.
Ela queria falar,
Mas nada conseguia dizer,
Talvez fosse trauma,
Talvez fosse a falta de calma.
Seu corpo ficou imóvel,
Não sabia se devia temer,
Mas tudo parecia incansável.
Ela não sabia o que fazer,
Mas teme o que possa acontecer,
Teme um dia fechar as portas
E não voltar a abri-las.
Teme ser algo que nunca foi.
Dói!
Tudo lhe dói...
Dói-lhe a alma,
Dói-lhe a vida,
Dói-lhe não sentir nada.
Parece insensível,
Instável,
E perdida.
A sua alma tornou-se desconhecida.
As portas batem,
Mas não se fecham,
As almas choram
Lágrima de miragem.
O coração dói,
E chora lágrimas de sangue,
Feridas que não saram
E aumentam de dia pra dia,
Mas ela acredita que um dia.
As portas bateram,
E alguém ficará de fora.
Colectânea de Poemas, "As portas Batem", Cryslove, 17 de Agosto de 2012 


"Palavras cansam"


Pequenas palavras
Tornam-se belas,
E tornam-nos grandes.
Duras e exaustivas palavras,
não servem,
e desvanecem.
Não são as longas que marcam,
São as curtas que cravam-nos na mente
Para sempre.
Aqueles que amam
Por vezes cansam
Com longas e extensas palavras.
Quando podiam deixar os olhos dizerem
O que a boca não consegue dizer,
Com medo que o coração ainda o negue.
Dizer sem sentir,
é preferível sentir sem dizer.
Palavras, podem ser um tudo ou nada,
Palavras corrompem
até matam,
Palavras por vezes morrem,
Por vezes amam.
Por vezes as palavras se perdem,
mas o olhar e o sorriso permanecem.
Não dependas só das palavras
Mas sim de gestos e de olhares
que valem mais que mil palavras.
As palavras cansam,
Mas o olhar apaixona,
e trás tudo a tona.
Palavras cansam,
mas sobrevivem a tempestades.

Colectânea de poemas, "Palavras Cansam", Cryslove, 15 de Agosto de 2010

"Renascer"



O silêncio me conquistou,
O medo se dissipou.
O que sou nada mudou.
Mas calou a falsidade a minha margem.
E acabou com a má aragem.
Sou mar,
Que não poderás tocar,
Sou o céu,
Que nunca será teu.
Sou um reino,
Que nunca poderás imperar.
Emprego so segredo,
E torno-me no teu medo,
Fui secreta,
Fui discreta.
Decerto não fui descoberta.
Mas sou certa,
E concerto tudo o que fazes,
Tornando incerto.
Ganhei um dom,
Um dom que não é apenas um som,
É o dom de retratar a dor,
A tortura,
E acima de tudo o amor.
São vindos de sentimentos intensos.
Prevaleço de segredos,
Prevaleço de desejos.
Tenho de deixar de te amar,
Tenho de deixar de te desejar,
Tenho de esquecer que foi por ti que vivi,
Tenho de acreditar que não és o meu ar.
Tenho de voltar a viver,
Tenho de voltar a crescer.
O dia perdido em todo o sentido,
Jamais será devolvido.
Mas é permitido,
Que eu diga que te amei,
Mas já não é permitido dizer que ainda te amo.
Apesar que o certo tornou-se errado.
Voltarei amar,
Voltarei a viver,
Sem chorar,
Sem me desvanecer.
Que esta nova era ,
Se prevaleça em mim,
E que cresça em mim,
E que faça de mim um inicio.
E nunca um fim...

Colectânea de poemas, "Renascer", CrysLove, 12 de Agosto de 2010

" A Força"



A força não vêm só do coração,
Vem também da desilusão.
Cada lágrima uma dor,
A cada dor,
Uma desilusão de amor.
Chora-se o pecado,
Bebe-se o crescimento.
Nada está acabado,
É apenas o poder do pensamento.
Segreda-se dores,
Cheira-se as flores,
Á procura de uma nova essência,
Não há preferência,
Há que se ter consciência.
A força ganha-se,
Não procura-se.
A força vêm só da alma,
Também vem da mente,
Mas que nem todos sentem.
Até esse ser descobrirem,
Muito sorrisos se perdem,
Poucos conseguem rir.
Vive-se a tristeza todos os dias.
Esquece que um dia teve magia.
A força é uma simbologia,
Que vive na magia.
A força aparece como um acto de magia.
Basta crer,
Que se consegue logo o poder.
A força que já perdi,
Que acho jamais vou voltar a ter.
Deixei de sentir,
Deixei de fingir,
E faleci…
Desfaleci em pensamentos,
Desfaleci em sentimentos,
Perdi o crer…
Perdi o poder…
Tudo podia acontecer.
Mas nada aconteceu.
A força nunca se perde,
A força nunca morre.
Tudo se perde,
Tudo se ganha.
A força adormece,
Mas nunca se perde…

http://www.myspace.com/c_tinalove/blog?page=2#ixzz0vZ2zEXGw

"Flutuando"


Inspiro, finjo que não vejo.
Oiço, segredo, ao meu severo.
Vejo!
Mas não dou crédito ao que vejo.
Segredo!
São tantos mas eu não revelo.
Escondida na sombra da dúvida,
Faz me sentir estúpida,
mas é o segredo que me mantém neste cerco,
Que fecha de dia para dia,
Mas que ninguém nota.
Se alguém denota..
Guarda-o só para si.
Vivo na sombra consistência,
Nela deturpo toda a minha constante demência.
Caminho pelos caminhos mais tortos,
Mas que sempre me leva ao melhor dos confortos.
Percorro linhas,
Percorro vidas,
Através da minha mina...
A mente, que voa por terras inabitadas,
Por terras que um dia pelo o amor foram conquistadas.
Flutuo enquanto penso,
Flutuo quando esqueço.
Flutuo,
Porque a minha alma está em perfeita sintonia com a mente.

Colectânea de poemas, "Flutuando", Cryslove, 6 de Agosto de 2010

"Desejo"



"Quero sentir cada toque em meu corpo,
Quero transpirar o amor que sinto.
Quero despejar a minha alma
E ser tua...
Quero este desejo ardente,

Que mantém meu corpo caliente.
Quero levitar,
quero deslizar,
A cada batida,
A cada movimento.
Quero me sentir parte da batida
Quero ser o perfeito movimento,
Que encaixa perfeitamente no teu sentimento"


"De volta"


De volta á minha sina,
De volta á minha escrita,
Aqui sou bem-vinda.
Apesar que já vi várias vezes a despedida.
Vivo pela escrita,
Cresço por estas líricas.
Não sou poeta,
Mas faço poesia,
Não sou escritora,
Mas faço a minha própria escrita.
Entrego a minha alma,
As linhas das minhas líricas.
Em cada palavra minha uma historia,
A cada historia,
A minha alma.
Fui desagregada de males,
Fui dissolvida para que falasses.
Aprecio a sua força,
Aprecio a sua garra,
Aprecio a forma como ela nos agarra,
Como ela nos dá esperança.
Voltei,
Recuperei,
Mas também chorei.
Por uma suposta perda,
Que na verdade não foi uma perda,
Foi apenas um desvanecimento.
De concreto,
Pensei que havia perdido,
A minha experiência,
Que para alguns tornou-se uma influencia.
Sentia a força da minha esperança a desvanecer,
Sentia o meu dom a desvanecer.
No entanto percebi,
No entanto entendi,
Que apenas estava adormecido com a dor que se encontrava em mim.
Hoje de volta estou,
E descobri a minha alma,
Descobri a minha liberdade,
Descobri a minha personalidade.
O que sou hoje,
Devo a minha escrita.
Sou sentida na minha escrita,
Sou livre de fazer a minha escrita a minha força.

P.s. Este poema dedico a todos vocês que me apoiaram e sempre tiveram gosto em dizer o que acham. E graças a voces que a minha lirica tem evoluído de dia para dia.
Obrigado de coração meus manos e manas e a todos que sempre estão prontos para ler o meu diário de palavras desordenadas.

Colectânea de poemas, "De Volta", 3 de Agosto de 2010, Cryslove

"Será que aguento?"


Sem demasia.
Desejo o que todos desejam,
Quero o que todos querem,
Mas não sei se aguentarei como eles aguentam.
Necessito de uma introversão,
Perdi o meu coração,
A minha alma abnegou-me.
E hoje não sei o que sou,
Ou quem fui?
Será que aguento ser lépida?
Será que aguento ser intrépida?
A intrepidez sempre foi meu forte,
Até partirem o meu cofre,
Com este sentimento tão forte.
Pérfida jamais fui,
Maliciosa jamais fui.
Já não sei nada.
Sinto me cansada,
De não saber,
De não perceber,
Se irei aguentar.
Porque se aguentar,
Poderei arriscar.
Hoje ando sem rumo,
Como se fosse dona do mundo.
Abalada me sinto,
Em abantesma me tornei.
Já não tenho sentido,
Já nem sei se minto ou omito.
Não sei se aguentarei,
Não sei se será apenas um sonho.
Sem ninguém para me explicar,
Sem ninguém para relatar,
Apenas me encontro sozinho.
Uma vida de tristeza,
Uma vida saturada,
Uma vida que nos condena á solidão e á desilusão.
Afugento do que sinto,
Porque algo pressinto.
Afugento-me das palavras,
Porque elas me conhecem,
Porque sou a escrava delas.
Caminhos difíceis,
Caminhos infinitos,
Mas não impossíveis.
Será que aguentarei?
A pura felicidade,
A pura liberdade,
Será que aguentarei o amor.

Colectânea de poemas, "Será que aguento", 3 de Agosto de 2010


"Demanda do amor"




Demanda do amor,
Demanda das almas
que nada temem,
mas que se ferem.
E doi arduamente
infelizmente.
Mas porque desta demanda?
Abenegaste o meu amor,
abenegaste o meu calor...
Mas voltaste pedindo que voltasse.
Vivemos numa paixão impossível,
mas só quero esta paixão,
que consola o meu coração,
na escuridão,
de uma grande desilusão.
Se penso,
choro,
Se choro,
é porque penso,
porque lembro um passado infeliz que tive contigo.
Por saber que esse amor...
que esse amor que tanto desejei,
não foi meu..
Por saber que tudo que aconteceu de mau
foi só meu...
Será?
Consegues provar o contrario?
Só me resta aproveitar,
e respirar este amor,
que me causou dor.
Porque não te posso abster de ser feliz,
de puderes ter quem quiseres,
Porque a vida é breve,
e eu sou solene.
Tens de viver,
tens de crescer.
A vida são dois dias,
mas eu vivo 365 dias
deliberadamente...
Eu sou consequente,
e apaixonada.
Esta demanda deixa me seu fulgor...
Amar amando, como a demanda diz.


Colectânea de poemas, "Demanda do Amor", 1 De Agosto de 2010 
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